Mercado de luxo

CEO da Moët Hennessy explica como o mercado de luxo permanece em ascensão

Philippe Schaus atribui o sucesso à habilidade de contar histórias e de manter a integridade

Schaus é responsável por Dom Pérignon, Krug, Veuve Clicquot, Mercier, Glenmorangie, Ruinart e Armand de Brignac - Louise Kennerley
Schaus é responsável por Dom Pérignon, Krug, Veuve Clicquot, Mercier, Glenmorangie, Ruinart e Armand de Brignac - Louise Kennerley

por Paula Daidone

Há seis anos como CEO do conglomerado de luxo Moët Hennessy, Philippe Schaus, atribui o sucesso desse mercado à habilidade de contar histórias e de manter a integridade. “Na maioria das vezes, quando alguém compra algo, está buscando satisfazer uma necessidade. No mercado de luxo, trata-se de despertar o desejo. E a maneira de fazer isso é contando histórias”, explica o executivo, em entrevista à revista australiana CEO Magazine

Sob seus cuidados estão as casas de champagne Dom Pérignon, Krug, Veuve Clicquot, Mercier, Glenmorangie, Ruinart e Armand de Brignac. "São marcas com muitas histórias. Quando contamos aos nossos clientes, criamos desejo e proporcionamos uma experiência. Isso evoca uma resposta emocional nos consumidores”.

Krug
A Krug Champagne foi fundada em 1843, em Reims

Schaus reforça que marcas premium possuem uma relação muito singular com o tempo. “Você quer que esteja lá para sempre ”, ele aponta. “Portanto, mesmo que você tenha um ano ou dois em que os negócios são difíceis, você não sacrifica a integridade da marca.”

Quando cita integridade, refere-se a manter o padrão de qualidade e de produção. “Você não vai arriscar essa integridade mexendo na fermentação e engarrafamento em nome da modernização. Então não vamos inovar a fórmula de, digamos, Dom Pérignon porque ela é perfeita”, diz.

Para Schaus, o luxo é o equilíbrio entre tradição e modernidade. “Os paladares sofisticados que elogiam a sutil dureza de Dom Ruinart Blanc de Blanc Brut desde 1729 podem não gostar de uma campanha chamativa no Instagram prometendo um `novo sabor aprimorado´”.

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Dom Pérignon matém parcera com Lady Gaga desde 2021

No entanto, isso não significa que o CEO não tenha encontrado maneiras de atualizar suas marcas, como provam seus contatos com a realeza da música. Em 2017, o grupo adquiriu 50% das ações da marca Armand de Brignac, do rapper norte-americano Jay-Z, e desde 2021, mantém uma parceria criativa com a cantora pop Lady Gaga para a marca Dom Pérignon.

Schaus definiu a missão da empresa como “criar experiências”, não apenas vender garrafas. A experiência particular de beber uma taça gelada de Moët & Chandon ou de Veuve Clicquot não deve variar muito de ano para ano. As marcas mais reverenciadas têm uma qualidade atemporal, enraizada na tradição e no legado.

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